<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31774711</id><updated>2011-04-21T18:16:22.801-07:00</updated><title type='text'>Uma Tarde Inesperada na Ericeira</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://romance-in.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romance-in.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dauphin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174688006473148603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31774711.post-115444202300465371</id><published>2006-08-01T07:15:00.000-07:00</published><updated>2006-11-30T03:39:01.180-08:00</updated><title type='text'>Cap. X</title><content type='html'>Agora era Afonso que vestia uma expressão atónita. &lt;br /&gt;Ao vê-lo mudar de cor, Livramento pensou que o patrão desfalecia. &lt;br /&gt;- Menino Afonso, eu vou buscar água...&lt;br /&gt;- Você não vai a lado nenhum, Maria do Livramento! Vai esclarecer-me uma série de questões e só depois de permitir que se retire é que vai buscar água, champô, sabonete, detergente, o que lhe aprouver! - ordenou Afonso, ainda sentado nos últimos degraus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria possível que um estranho o tivesse levado a casa, abusado de si, da sua ingenuidade, inércia e desfalecimento? Afonso estava nitidamente à rasca, parecia-lhe que o tecto caía em cima da sua cabeça com o chorrilho de situações que conjecturava. Bombardeou a pobre da nativa cabo-verdiana com questões sobre a pessoa com quem falara. Entre alguns gaguejos e calinadas gramaticais, Livramento foi caracterizando o homem jovem com quem se deparara quando chegou à casa projectada por Siza Vieira com vista mar, que estava sentado na sala a jogar com um parceiro invisível no tabuleiro de xadrez de mármore branco e negro que Afonso herdara do avô Bill da Escócia. Que era alto, bem parecido, cabelo de corte um tanto negligé, que Livramento caracterizou de franja grande e muito despenteado atrás, que vestia uma camisa de listas azul com umas calças claras, tinha uns enormes olhos avelã, uns lábios grossos e voz grave. &lt;br /&gt;Afonso bebia avidamente as palavras da sua empregada. Não era possível, não podia ser verdade. &lt;br /&gt;- Livramento, que lhe disse esse jovem antes de sair? &lt;br /&gt;- Mas eu já falei, menino Afonso, pediu para não acordar o menino, que tinha passado mal e que precisava descansar...&lt;br /&gt;- E não deixou um bilhete, uma mensagem, nada?!&lt;br /&gt;A empregada respondeu-lhe que não, que a única coisa que tinha endereçada a Afonso era um envelope de Pureza no hall de entrada.&lt;br /&gt;- Ah, verdade, tinha qualquer coisa escrita em vidro grande da sala, parecia número de telefone escrito com baton e um nome que começava por M e acabava em el. Achei que era brincadeira e limpei, e custou tanto para limpar, puxa! Agora que o menino já tá tão coradinho, pode-me ensinar outra vez o segredo da banheira? É que ligo a água para limpar, sai da torneira e jacto de lado, não dá jeito nenhum...&lt;br /&gt;Livramento parou o seu discurso, os olhos do seu patrão pareciam deitar faíscas e a sua cara parecia a de um hooligan de uma das claques do Benfica. &lt;br /&gt;Afonso segurou-se para não açoitar a empregada e enfiar-lhe uma cadeira pelas costas abaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31774711-115444202300465371?l=romance-in.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://romance-in.blogspot.com/feeds/115444202300465371/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31774711&amp;postID=115444202300465371&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115444202300465371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115444202300465371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romance-in.blogspot.com/2006/08/cap-x.html' title='Cap. X'/><author><name>Dauphin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174688006473148603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31774711.post-115435501685309366</id><published>2006-07-31T07:06:00.000-07:00</published><updated>2006-07-31T07:10:34.856-07:00</updated><title type='text'>Cap. IX</title><content type='html'>Debruçou-se, ainda mais, para ter a certeza que não era o alcóol que produzia imagens na sua cabeça.&lt;br /&gt;A porta estava mesmo aberta.&lt;br /&gt;Estava boquiaberto com a situação. A casa era isolada, sendo que tinha uma propriedade imensa, avaliada em dois hectares, constituída por árvores de grande porte que separavam o terreno da estrada. Pelo trilho da praia particular era de todo impossível que alguém tivesse amarinhado pela falésia, que fazia fronteira com a costa, e penetrasse nos domínios do seu terreno. Afonso atravessou a sala para alcançar as havaianas e, uma vez calçadas, agarrou-se à grande parede branca, onde estava pensurado o Kadinsky original em tons encarnados e laranjas, para se amparar na descida. A apreensão era tal que a enxaqueca que sentia passara para todos os pontos do corpo, retesando os músculos e os seus movimentos. &lt;br /&gt;Foi descendo devagar, murmurando baixinho os palavrões que lhe iam assomando à ideia. A meio dos degraus, lembrou-se que não tinha qualquer arma de defesa para o caso de encarar um possível pilantra facínora foragido da prisão do linhó, após ter violado 3 mulheres, assasinado 3 velhinhas e feito sexo em grupo com todos os colegas do chilindró. Ao ter tal pensamento, Afonso recuou um degrau. Se calhar, não era muito boa ideia averiguar sozinho o que se passava. "Caramba, és um homem ou um rato?!", pensou de si para consigo. &lt;br /&gt;Continuou a descer. Parecia-lhe que uma voz invisível lhe gritava surdamente ao ouvido: "Um rato, um rato, um rato, és um pacóvio dum rato!"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirou uma das havaianas calçadas. Fosse quem fosse, incharia a cara com um bofetão da chinela. Inspirou fundo. Deixou a parede e segurou-se com força no corrimão de banho prata sobre mármore de branco puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase a chegar ao pequeno átrio traseiro, galgava os degraus tão circunspecto que não deu pela presença de um vulto no vão da escada. Ao sentir uma respiração forte atrás de si, Afonso foi tomado por um pânico absurdo. O pé, que estava descalço, escorregou nos degraus molhados, Afonso perdeu o equilíbrio e o copo de whisky em cristal bacará voou-lhe das mãos. Deu um tremendo bate-cu nas escadas, o copo estatelou-se em mil cacos no chão e as suas costas bateram violentamente nos degraus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai, menino Afonso, Valha-nos Nossa Senhora do Rosário!!&lt;br /&gt;Livramento, a empregada cabo-verdiana largou a esfregona que tinha em mãos e correu a socorrê-lo. Afonso estava tão perplexo com o novo tombo que só conseguiu pronunciar um tímido e quase inaudível «ai...!». A empregada tentou erguê-lo, mas foi rapidamente sacudida: &lt;br /&gt;- Não me toque com essas suas mãozinhas cheias de detergente, sua estúpida negligente!! Quer matar-me de susto, é?! Idiota homicida! Antes entrar de maca no Hospital que a tresandar a amoníaco e lixívia! Burra!... Ai, as minhas cruzes.... estou todo partidinho... Você é uma estúpida, Livramento!&lt;br /&gt;Afonso estava fora de si. &lt;br /&gt;- Porta aberta, escadas molhadas, eu podia ter ficado paraplégico de todo, ouça! Da próxima vez que estiver em casa, tem de me avisar, caramba!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A empregada, entre atónita e envergonhada, olhava-o ainda sentado nas escadas, de expressão alterada e a vociferar um palavreado que a pobre desconhecia em absoluto. "Para-não-sei-quê deve ser um tipo de almorróidas que se ganha quando bate traseiro no chão e dá forte em gente de dinheiro", pensou para si. &lt;br /&gt;- Mas... menino Afonso, quando eu cheguei aqui, estava saindo um rapaz que me pediu para não acordar menino Afonso, pois menino Afonso tinha passado mal a noite e precisava descansar... eu apenas fiz o que me mandaram, menino Afonso... - disse, quase a chorar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda de traseiro mais que sofrido sentado nas escadas, Afonso engoliu em seco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31774711-115435501685309366?l=romance-in.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://romance-in.blogspot.com/feeds/115435501685309366/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31774711&amp;postID=115435501685309366&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115435501685309366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115435501685309366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romance-in.blogspot.com/2006/07/cap-ix.html' title='Cap. IX'/><author><name>Dauphin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174688006473148603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31774711.post-115435470742656825</id><published>2006-07-31T07:02:00.000-07:00</published><updated>2006-07-31T07:05:07.426-07:00</updated><title type='text'>Cap. VIII</title><content type='html'>&lt;em&gt;As botas italianas Stivalli, de cano alto em pele, com motivo preto e branco, alusivas a machas de pelo das vacas leiteiras, os cintos largos em couro com tiras a cair pelos jeans Dolce &amp; Gabanna rasgados, os tops contrastantes em preto e branco da DKNY, os cabelos soltos, rebeldes, ao vento, à frente das ventoínhas cheios de ondulação e ritmo. Bebé e Xaxão eram a verdadeira sensação numa pista de dança cheia de gentinha perniciosa e parca em desodorizante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso, naquele momento, sentia-se como o homem mais invejado do local. Ou não.&lt;br /&gt;As duas irmãs agarravam-no, faziam-no mexer as ancas, e com tanto álcool ingerido, Afonso padecia de uma imensa dificuldade em acompanhá-las na arte maior de movimentar o corpo. As irmãs Champôlimão puxavam-no, faziam-no virar, contorcer-se, girar nos calcanhares, enlaçavam-se nos seus braços e rodopiavam agilmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa volta mal dada, qual John Travolta em Saturday Night Fever, colocou mal a perna, tropeçou sobre si mesmo e caiu redondo no chão.&lt;br /&gt;Uma gargalhada feminina estridente sobrepôs-se à música. Afonso perdeu os sentidos.&lt;/em&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à janela da sala da casa da Ericeira, projectada por Siza Vieira com vista  mar, segurando na mão direita o whisky aged 30, Afonso terminara o flashback, a memória não permitia avançar mais. No processamento de imagens e diálogos retidos no seu cérebro da noite anterior, não lhe era franqueada a porta que dava acesso aos acontecimentos após o tombo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levou o copo aos lábios e levantou a vista do mar ao fundo. Tinha dificuldade em ingerir o whisky, mas era o melhor remédio de combate à ressaca. Concentrou a sua visão no imenso vidro duplo de insonorização que preenchia o pé direito da sala, e num exercício de espelho, olhou-se em pormenor nas penumbras e formas que a vista desfocada permitia visualizar. &lt;br /&gt;Estava em tronco nu, descalço, cabelo em completo desalinho. Vestia uns calções curtos Gant que, por sinal, eram bastante confortáveis. A profundidade das suas olheiras era inenarrável.&lt;br /&gt;Olhou depois para a esquerda, para uma mancha de grodura no imenso vidro. "Esta Maria do Livramento precisa que lhe aplique um valente correctivo", pensou, referindo-se à empregada cabo-verdiana. &lt;br /&gt;Através da macha, um promenor lá fora despertou-lhe a atenção. Afonso semicerrou os olhos para ter a certeza de que a sua vista alcoolizada não o traía. A porta exterior do trilho que conduzia à praia oscilava para a frente e para trás. Não, não era bebedeira. &lt;br /&gt;A porta estava aberta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31774711-115435470742656825?l=romance-in.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://romance-in.blogspot.com/feeds/115435470742656825/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31774711&amp;postID=115435470742656825&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115435470742656825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115435470742656825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romance-in.blogspot.com/2006/07/cap-viii.html' title='Cap. VIII'/><author><name>Dauphin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174688006473148603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31774711.post-115434426592682212</id><published>2006-07-31T04:06:00.000-07:00</published><updated>2006-07-31T06:46:38.436-07:00</updated><title type='text'>Cap. VII</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Afonso, está a sentir-se bem? precisa de algo, necessita que o leve a algum lado?", perguntou Miguel visivelmente preocupado.&lt;br /&gt;Afonso respirava com dificuldade. Tudo piorara com a pergunta de Miguel. Teve vontade de lhe responder que desejaria que o levasse para uma ilha paradisíaca no Pacífico, uma jornada de mochila às costas para o Machu Pichu, ou até para as Highlands, se assim quisesse. Até para a serra da Arrábida iria com ele, desde que se exilassem do mundo e pudessem acorrentar-se e perder-se no corpo um do outro. &lt;br /&gt;Voltou à dura realidade com a dor na nádega esquerda.&lt;br /&gt;A picada da puta da pulga mais parecia uma dentada de escorpião, ardia horrores, dando sinais do suor que lavara o camadão de fenistil gel. Suado e lívido, Afonso estava apoplético de todo. E a casa da Ericeira, projectada por Siza Vieira com vista mar, estava tão longe do seu alcance para lhe possibilitar a liberdade dos elásticos da apertada lingerie e da possibilidade de aplicar mais uma camada vigorosa de fenistil gel. &lt;br /&gt;Baixou a cabeça para disfarçar o encabulanço.&lt;br /&gt;Miguel passou os dedos pela sua imensa e longa franja e pousou a mão no seu ombro. Afonso tremia como varas verdes.&lt;br /&gt;"Afonso, ouça, creio que Manuela, depois da vergonhaça, não volta a importuná-lo. Vamos descer?"&lt;br /&gt;Sem o encarar nos olhos, Afonso dirigiu-se às escadas e começou a descer os degraus. Ao chegar à porta, foi surpreendido por dois rostos conhecidos: as irmãs Champôlimão. Foi a histeria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De chapéu à cowboy na cabeça, Bebé e Xaxão agrafaram-se aos braços de Afonso e arrastaram-no para a pista.&lt;br /&gt;Mal abriram a porta, foram invadidos por uma vaga de calor das Caraíbas e, dando show à passagem, levaram Afonso para o pé dos varões que ladeavam as enormes ventoinhas.&lt;br /&gt;Semeando ao desbarato sedução e glamour, num movimento de corpo bem ritmado, mexiam-se ao som da música alta, segurando o chapéu com uma das mãos. E Afonso sacudido no meio delas.&lt;br /&gt;A Assembléia na pista parara para assistir ao momento sensação. Afonso perguntava-se onde raio estaria Miguel, perdido da sua vista, mais uma vez.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31774711-115434426592682212?l=romance-in.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://romance-in.blogspot.com/feeds/115434426592682212/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31774711&amp;postID=115434426592682212&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115434426592682212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115434426592682212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romance-in.blogspot.com/2006/07/cap-vii.html' title='Cap. VII'/><author><name>Dauphin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174688006473148603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31774711.post-115434398982930486</id><published>2006-07-31T04:04:00.000-07:00</published><updated>2006-07-31T04:06:29.830-07:00</updated><title type='text'>Cap. VI</title><content type='html'>&lt;em&gt;O frémito tenebroso voltara.&lt;br /&gt;Era Miguel que falava detrás de Manuela.&lt;br /&gt;Esta, feliz da vida por se encontrar no meio de dois borrachos. Miguel, curioso por se encontrarem os dois à conversa. Afonso, lívido, em pânico total. De queixo à banda, sofria de uma súbita transpiração e epilépsia em todas as suas próteses. Tinha a enorme franja em desalinho e a pachemina, que com o aumento do seu batimento cardíaco que ecoava no exterior fazendo tinir campaínhas, desenrolara-se e, dançando, caíu ao chão. Ao deparar-se com a surpresa mais que inesperada, inadvertidamente o seu corpo contraiu-se e também as suas nádegas. Os elásticos das cuequinhas de Pureza esticaram de tal forma que Afonso abafou um gritinho. A sua mala inchou horrores, de tal maneira que Manuela, que entretanto se baixara para apanhar a pachemina em seda verde chiffon, ao deparar-se com a visão à sua frente de um volumoso conjunto altamente saliente das suas calças dockers, desiquilibrou-se nos saltos e caiu para trás. As suas mamas antes esmagadas no decote saltaram imediatamente para a luz da noite num ímpeto de sobrevivência, e no ar ecoou a sua frase inacabada: "Pelos Deuses, Afonso! Não o imaginava tão grand..." &lt;br /&gt;"- Gracioso e cheio de charme", completou Miguel, que entretanto estendia a sua mão para cumprimentar Afonso. Os olhos avelã de Miguel penetraram nos seus, completamente ofuscados pela vermelhidão que se afivelara ao seu rosto. Atabalhoadamente, Afonso fez sinal para dentro do bar pedindo uma nova dose dupla, com gelo, claro. Manuela continuava estendida no chão, de pachemina envolta nos seus mal comportados seios, à espera de uma mão caridosa que a ajudasse a soerguer-se. Decidida, pisou Miguel com um dos saltos agulha das mules tigresse que comprara numa baiuca de vão de escada e de tremendo mau gosto, reclamando assim a ajuda necessária para levantar-se. Miguel sorriu e não resistiu a atirar-lhe um bitaite: "Está a ver o que dá em enfrascar-se, querida?". Finalmente em pé, furiosa, Manuela balbuciou um «até já» e desapareceu em direcção à casa de banho de pachemina enrolada. &lt;br /&gt;Estavam sozinhos. Salvo seja, com todo o povão da discoteca de redor, mas sós.&lt;br /&gt;Afonso, de tão suado com a situação, parecia saído do duche. Bebeu o duplo com sofreguidão. Miguel sorria-lhe através de uns lábios cereja grossos, bem desenhados e demasiado sedutores. Com um brilho itenso no olhar, ofuscava o branco à sua volta. Afonso teve a sensação de que as velas dispostas pelo bar apagavam-se, que a música parara, que toda a gente em volta o observava. Desfalecia. &lt;br /&gt;O silêncio deste instante pareceu-lhe absolutamente interminável.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31774711-115434398982930486?l=romance-in.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://romance-in.blogspot.com/feeds/115434398982930486/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31774711&amp;postID=115434398982930486&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115434398982930486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115434398982930486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romance-in.blogspot.com/2006/07/cap-vi.html' title='Cap. VI'/><author><name>Dauphin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174688006473148603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31774711.post-115434376323778350</id><published>2006-07-31T03:58:00.000-07:00</published><updated>2006-07-31T04:02:43.246-07:00</updated><title type='text'>Cap. V</title><content type='html'>&lt;em&gt;A música estava ao rubro, conseguia-se imaginar a animação ao chegar ao átrio da discoteca. Dirigiu-se às escadas e subiu ao bar do 1º piso.&lt;br /&gt;Era absolutamente impressionante a quantidade de miúdos que estavam na discoteca. Já não havia em Lisboa um local de charme e elite onde a mais fina estirpe da nossa sociedade se sentisse em ambiente próprio de amena caturra. &lt;br /&gt;Ao chegar ao bar, uma silhueta feminina, morena, de saia travada, virou-se para Afonso e atirou-lhe um sorriso. Manuela. A Maria João Avilez do novo milénio, jornaleira na revista Trombas, uma cuscovilheira sem berço e da pior espécie que ambicionava figurar nas fotografias da fina flor do jet set nacional. Uma espécie de manas Quintal a cuja presença Afonso já se habituara. Fez-lhe imensa festa, perguntou-lhe por Pureza. Afonso desviou o olhar e pediu um Dewar's aged 30 com gelo. Voltando-se para Manuela sorriu, e disse que Pureza ingressara num cruzeiro chique para as Seychelles, pois era muito lindo, e que devido a compromissos na empresa não a pode acompanhar. Manuela perguntou poque não "Linhaca", que estava na berra e nesta altura era supé barato. "Ouça, como a menina tão bem sabe, dinheiro nunca foi problema lá em casa. E depois é "Inhaca", querida... "Inhaca.", corrigiu.&lt;br /&gt;Manuela corou. A sua fama de bronca estereotipada precedia-a, e Afonso sabia disso. Ajeitou o decote nas mamas, que teimavam em saltar para fora do soutien, como se reconquistasse com este gesto a auto-estima agora ferida. Automaticamente, Afonso pensou que os seus tintins padeciam da mesma tortura nesse momento. No entanto, a dor da picada passara e o esforço tinha sido válido. Pensando nisto, Afonso aconchegou o elástico que se enterrava entre as suas voluptuosas nádegas e reparou que Manuela dera um passo em frente para se aproximar mais de si. Engoliu quase todo o whisky de um só trago quando reparou que era observado por um mamilo foragido do peito de Manuela. Esta, olhando-o directamente nos olhos tirou-lhe o copo da mão e intentava levá-lo à boca, quando uma voz firme, quente e masculina indagou por detrás de si: "A beber alcóol, Manuela?". &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31774711-115434376323778350?l=romance-in.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://romance-in.blogspot.com/feeds/115434376323778350/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31774711&amp;postID=115434376323778350&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115434376323778350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115434376323778350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romance-in.blogspot.com/2006/07/cap-v.html' title='Cap. V'/><author><name>Dauphin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174688006473148603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31774711.post-115408644564409498</id><published>2006-07-28T04:24:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T04:34:05.653-07:00</updated><title type='text'>Cap IV</title><content type='html'>Ressaca.&lt;br /&gt;Estava péssimo.&lt;br /&gt;Horrível!&lt;br /&gt;Inimaginável...&lt;br /&gt;Afonso agonizava, sentia-se um horror! Como se fosse a rainha de Inglaterra depois de ter escorregado numa poia da Parker Bowles e o seu ceptro, arremessado pelo ar, a tivesse atingido em cheio no alto da moleirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coxeou pelas escadas. Apoiava-se no corrimão de banho prata sobre mármore de puro branco.&lt;br /&gt;Atirou-se no sofá e ligou o aparelho televisor. Na TVI passava a repetição da novela "Puta Selvagem", péssimo argumento de uma empregada de boné virado ao contrário, toda espigadinha, que passava o tempo a esfregar-se no patrão. Anunciavam, ao intervalo, as próximas: "Mundo Cão", "Levas Com Quase Tudo" e "É tempo de Morder", em que um dos protagonistas tem várias noivas e come o jardineiro, o amante da noiva e o cão da vizinha.&lt;br /&gt;Mudou para a SIC, enquanto se servia de uma dose generosa de whisky aged 30 com duas pedras. Estava no ar outra novela, a "Felizbella", história horrenda, ridícula e pelintra de uma fulana de Braga que não tem nada, mas apregoa que tem tudo e tudo, sonhos e amigos e o amor verdadeiro. Uma lírica rica em estupidez e parvónia, daquelas que batem com a tola à nascença, que se compadecem dos coitadinhos dos ricos e crêem que o mundo é governado por otários que fumam ganzas mal levantam a cabeça da almofada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso estava deprimido. Muito deprimido e com forte dor de cabeça.&lt;br /&gt;Desligou o televisor. Atirou a cabeça para trás e estendeu os braços ao longo do sofá pele em beige que a mãe oferecera, comprado na Divani&amp;Divani. Estava aflito com as brumas que lhe inundavam a memória do dia anterior. Afonso lembrava-se vagamente da pista de dança, da música alta, da fraca luminosidade da pista, dos rostos desconhecidos, da gargalhada sinistra que ouvira quando caiu redondo no chão da discoteca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se e foi à janela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31774711-115408644564409498?l=romance-in.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://romance-in.blogspot.com/feeds/115408644564409498/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31774711&amp;postID=115408644564409498&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115408644564409498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115408644564409498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romance-in.blogspot.com/2006/07/cap-iv_115408644564409498.html' title='Cap IV'/><author><name>Dauphin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174688006473148603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31774711.post-115407955584303882</id><published>2006-07-28T02:36:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T02:41:10.126-07:00</updated><title type='text'>Cap. III</title><content type='html'>A lua estava enorme coroando as montanhas. De tonalidade açafrão luminoso, propagava à sua volta uma aura de luz sobre o manto escuro da noite e de algumas nuvens em redor. O cenário era quase fantasmagórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdido em pensamentos filtrados pela luz vaga, ajeitou-se no assento do BMW 325 preto 2.5 Turbodiesel 150 cavalos injection e jantes especiais, que corria com velocidade. Ao som do último albúm das Destiny Child, depois de ter ouvido as incríveis Sugababes, Afonso não estava nada confortável, nem mesmo sentado em cima de uma almofada que trouxera da sala da casa da Ericeira projectada por Siza Vieira com vista mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não era seu hábito sair sem roupa interior, e a picada da pulga ainda o incomodava horrores, surripiara ao acaso da gaveta do roupeiro umas cuecas de fio dental de Pureza. Afonso sentia o seu sexo vagamente compactado, oprimido, ostracizado, sofrido, nitidamente excitado, insofismavelmente sodomizado pelos elásticos fininhos da lingerie. Tinha gostado de se ver no espelho e assim não feria a mordida inundada de fenistil gel na nádega esquerda com esta indumentária. Mas não estava ser uma missão fácil. "Caramba, é pior a ementa que o cianeto", pensou em voz alta. E enquanto conduzia imerso neste vácuo infinito e turbolento de aforismos, o seu veículo chegava a Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estacionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atirou uma moeda ao gestor de espaços. Galgou um gradeamento de jardim, aconchegou a pachemina de seda verde no pescoço, passou as mãos pelas madeixas da sua imensa franja. Estava um povão interminável à entrada. Decidido, fez um sinal ao segurança e entrou na Kapital.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31774711-115407955584303882?l=romance-in.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://romance-in.blogspot.com/feeds/115407955584303882/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31774711&amp;postID=115407955584303882&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115407955584303882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115407955584303882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romance-in.blogspot.com/2006/07/cap-iii.html' title='Cap. III'/><author><name>Dauphin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174688006473148603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31774711.post-115407802309532057</id><published>2006-07-28T02:05:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T02:18:26.750-07:00</updated><title type='text'>Cap. II</title><content type='html'>Estava só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro de hoje deixara-o abalado, taciturno. Um tanto serôdio, sorumbático, bisonho e misantropo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso estava preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamborilava levemente o aro metálico do mostrador do seu swatch com a ponta dos dedos. Um swatch é sempre uma marca reveladora de uma certa irreverência, quiçá também um ícone de pós-modernidade latente no seu modo e estilo pessoal de escolher acessórios. No entanto, este era um presente de uma noite louca de há muito, antes de conhecer Pureza, até.&lt;br /&gt;Afonso estava pensativo. Não percebera ainda o frémito vertiginoso que o atingira esta tarde. Seria vontade, curiosidade, sedução, desprendimento? Fome, esvaziamento, vesícula, pontada no baço, gonorreia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspirou, enquanto uma das havaianas, compradas nuns saldos simpáticos da sport zone, resvalava, teimosamente, para o chão. Suspirou, uma vez mais. Acendeu um cigarro. Lembrou-se de Miguel, da sua expressão, do impacto visual da sua presença, da pontada cardíaca e pélvica que sentira. E depois, lembrou-se de como desapareceu na maralha de turistas antes que o alcançasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso inalou o fumo do Marlboro com prazer. Perdido na avalanche de ideias, isolou-se da realidade e absteve-se da agitação vespertina do local. De repente, levantou-se num salto quando sentiu uma picada no traseiro. Uma pulga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As esplanadas da Ericeira abandonaram o glamour de outrora para se povoarem de gentinha piolhosa, inundada de parasitas. Aflito, correu de volta à moradia projectada por Siza Vieira com vista mar. Precisava urgentemente de por fenistil gel nas nádegas e de um bom banho. Depois disso, rumar a Lisboa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31774711-115407802309532057?l=romance-in.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://romance-in.blogspot.com/feeds/115407802309532057/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31774711&amp;postID=115407802309532057&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115407802309532057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115407802309532057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romance-in.blogspot.com/2006/07/cap-ii.html' title='Cap. II'/><author><name>Dauphin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174688006473148603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31774711.post-115403755291026982</id><published>2006-07-27T14:58:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T07:48:01.936-07:00</updated><title type='text'>Cap. I</title><content type='html'>&lt;div&gt; &lt;div&gt;Afonso levantou-se já tarde. A insónia da noite não o deixara dormir em  condições.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Vestiu-se e olhou-se no espelho. Precisava recorrer aos bons cremes da  Shiseido para melhorar as mazelas da noite mal dormida.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Desceu as escadas da moradia projectada por Siza Vieira, com vista mar,  e já no exterior não tomou o trilho para a praia. Rumou à estrada sem saber onde  se encontrava Pureza, que tinha saído bastante antes. Mas isso também não lhe  importava. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;Virou em direcção ao café de gente gira da Ericeira. O sol alto, os  turistas na rua, um sem-número de carros a circular, a sua vida sem sentido.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;De repente, tudo ficou ainda mais confuso e um frémito de medo  percorreu-lhe a espinha. A visão à sua frente era do mais possidónio que lhe  podia estar a acontecer nestes dias tão conturbados. À sua frente, moreno,  lindo, alto, de corpo bem definido. Um charme que, à sua passagem, deixava os  traseuntes, homens e mulheres, sem respiração ou batimento cardíaco.&lt;br /&gt;Afonso  deixa solta a exclamação no ar: "É Miguel, este homem é o máximo! Vou tentar  um supé-romance com ele!" &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31774711-115403755291026982?l=romance-in.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://romance-in.blogspot.com/feeds/115403755291026982/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31774711&amp;postID=115403755291026982&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115403755291026982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31774711/posts/default/115403755291026982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://romance-in.blogspot.com/2006/07/cap-i.html' title='Cap. I'/><author><name>Dauphin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17174688006473148603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
